A CONSCIENTIZAÇÃO ATRAVÉS DA ARTE

O diário das Marias é uma peça teatral, que fala sobre as dores e lutas de mulheres em meio a uma sociedade machista e a opressora.

 

A companhia trilhares é responsável pelo espetáculo, que ocorre a dois anos em maio no Teatro Manauara. Em julho de 2021 a peça foi apresentada em 10 bairros periféricos de Manaus onde os dados afirmam o maior número de denúncias por mulheres por violência doméstica e casos de feminicídio.

 

Essa peça teatral conta com atrizes da companhia trilhares, são mulheres que usam uma personagem para contar suas próprias histórias e de outras mulheres, sobre as opressões e violências que passam durante toda a vida.

 

O diário das Marias são relatos falados e interpretados por cinco mulheres de diferentes vivencias, vale ressaltar que no final da apresentação é aberto uma roda de conversa para os espectadores, com a intenção de ouvir relatos, comentários e até desabafos.

 



 

Thayná Liartes, é uma das cinco atrizes que interpreta a história de tantas mulheres, retrataras na peça.

 

Periférica, filha de mãe solo, criada com dificuldades enfrentraras pelas mulheres Manauaras, hoje, é atriz premiada. Thainá, começa interpretando a história de uma mulher que perdeu seu filho, em diário de Marias.

 

Ela explica em cada cena, que enfrentava um desafio, ter que lidar com tantas dores em um personagem, os traumas de um relacionamento conturbado, se misturando com o amor pelo filho, que logo é substituído pela dor da perda, eram muitas emoções, doía, e a dor maior, se dava pela veridicidade da história, essa é a realidade de muitas mulheres de nosso país.

“A dor é grande, mas a necessidade de mostrar a realidade é maior“ diz Thayná.

 

 

DIÁRIO DE MARIAS: A CONSTRUÇÃO

 

O primeiro impacto das atrizes acontece quando foi proposto para elas, pela

Diretora da peça Thaina Colares e a dramaturga Priscila Conserva, que

elas pudessem encenar sem necessariamente viver só para o processo, e sim entender suas individualidades.

 

O mesmo não acontece quando são dirigidas por homens, pois não entendem as particularidades de uma personagem que fala dela e de todas, ao final da peça, quando é aberto a roda de conversa, o elenco notava que muitas mulheres passavam por situações semelhantes, a forma como chega a mensagem é diferente e na maioria dos casos impactante, pois muitas mulheres se reconhecem quando assistem ao espetáculo.


  



Texto por: Janis Joplin’s e Giovana Barbosa

Adaptação: Samuel Cascaes

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